Dei por mim a pensar como este meu espaço se tornou numa espécie de diário. Ao início escrevia coisas esporadicamente, mas fui-me habituando a vir até aqui e deixar aquilo que tinha marcado o meu dia ou os meus pensamentos e sentimentos.Neste momento, apenas me ocorre duas palavras: alivio e liberdade.
Sinto um alívio enorme pois sei que não irei mais aturar má cara, discussões, aborrecimentos, momentos que deixam o comum dos mortais aborrecido.
Liberdade porque passa apenas a interessar o que eu quero. Vou deixar de ter de fazer condescendências por causa de outra pessoa, que percebi não as fazer por mim. Deixar de aturar fretes em nome de um casamento.
Não foi uma questão impensada, muito pelo contrário. Esteve a fermentar mais de 1 ano, à espera de não haver volta possível.
Se no início ainda me passava pela cabeça como ia sobreviver a esta mudança, agora penso que vou sobreviver, ponto final. Vou sair mais forte porque não me vai matar.
Este período de mais de 1 ano de reflexão, com várias tentativas de escapar pelo meio, permitiram-me esgotar todas as possibilidades e saber que a decisão que estou a tomar é a mais certa. Hoje tudo me irrita: a voz, a presença e até o cheiro me dá náuseas. Não há volta possível!
“A liberdade é mágica. A liberdade dá-te aquela sensação de que fizeste o que tinha de ser feito, de que estás onde tens de estar e de que tudo está no seu lugar.
A liberdade não é um sítio. Não tens de ir a lado nenhum. Não tens de fazer nada para seres livre. Liberdade é teres consciência de que a vida é tua e só tua, e que por isso tens de a viver e de ser quem és, sem concessões.
É claro que os outros também têm de ser levados em conta, afinal não vivemos numa redoma de vidro. Mas com limites.
Liberdade é poder viver cada emoção, por mais ínfima que possa parecer. Sentir quem és e nesse aspecto não fazer concessões. Sentir, sentir, sentir. Sentir, abrir o coração e ouvir a intuição. E só então, agir.”
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