
“Amor não significa o que normalmente entendemos como tal. O amor comum é um simples fingimento; há algo oculto por trás dele. O verdadeiro amor é um fenómeno totalmente diferente. O amor comum é exigente, o verdadeiro amor é partilha. Nada acontece de imposição; só a alegria da dádiva.
O amor comum vive de aparências. O verdadeiro amor é autêntico; simplesmente, é. O amor comum é quase doentio, adocicado, escorre, é o que chamamos “amorzinho”. É enjoativo, nauseante. O verdadeiro amor é alimento, fortalece a alma. O amor comum só alimenta o seu ego – não o seu verdadeiro eu, mas o seu eu ilusório. (…)
Torne-se um servidor do verdadeiro amor – e isto significa tornar-se um servo do amor na sua pureza última. Dê, distribua o que tem, reparta e goze a partilha. Não o faça como se fosse um dever – senão toda a alegria desaparece. E não se sinta obsequioso em relação aos outros, nunca nem por um único momento. O amor nunca é constrangimento. Pelo contrário, quando alguém recebe o seu amor, você sente-se obsequiado. O amor é grato quando recebido.
O amor nunca espera ser recompensado ou mesmo agradecido. Se o agradecimento surge do outro lado, o amor surpreende-se sempre – é uma surpresa agradável, visto não ter expectativas.
(…) O amor irreal traz consigo frustração e o verdadeiro amor satisfação.
(…) Sirva o amor através do amado, para que nunca fique prisioneiro dele. E quando alguém não é prisioneiro do amante, o amor atinge o seu auge. No momento em que se deixa prender, a queda leva-o para baixo. Devotar-se é semelhante a gravitar – desligar-se é a graça. O amor irreal é um sinónimo de devoção; o amor verdadeiro é muito desprendido.
(…)
O amor conhece a compaixão, mas não a preocupação. Por vezes é difícil, porque por vezes é necessário ser-se duro. Por vezes é muito reservado. Se o distanciamento ajudar, afaste-se. Por vezes é muito frio; se for necessário ser frio, seja-o. Qualquer que seja a necessidade fantasiosa, o amor é atento – mas não preocupado. (…)
Procure, medite no amor, experimente-o. O amor é a maior experiência da vida, e aqueles que vivem sem experimentar a energia do amor nunca conhecerão o que é viver. Permanecerão na superfície, nunca conseguindo alcançar a sua essência.”
In “AMOR, LIBERDADE E SOLIDÃO” - OSHO
2 comments:
"Gosto e preciso de ti, mas quero logo explicar. Não gosto porque preciso, preciso sim por gostar!"
(Mario Lago)
http://www.osho.com/magazine/tarot/picCards/Zen050Friendliness.jpg
Os ramos destas duas árvores floridas estão entrelaçados, e as suas pétalas caídas misturam-se no chão, com suas belas cores. É como se o céu e a terra estivessem interligados pelo amor. As árvores se erguem individualmente, cada qual enraizadas no solo, em sua própria conexão com a terra. Desse ponto de vista, simbolizam a essência dos verdadeiros amigos, maduros, cooperativos entre si, espontâneos. Não existe nenhuma ansiedade na ligação entre eles, nenhuma carência, nenhuma vontade de transformar o outro em alguma coisa diferente.
Esta carta indica uma prontidão para entrar nesta qualidade de amistosidade. Ao fazê-lo, você poderá notar que não está mais interessado nos diferentes tipos de dramas e romances em que as outras pessoas estão empenhadas. Não se trata de uma perda. É o surgimento de uma disposição de espírito mais elevada, mais carregada de amor, nascida de uma sensação de vivenciamento pleno. É o surgimento de um amor verdadeiramente incondicional, sem expectativas ou exigências.
(OSHO)
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